Monday, August 10, 2009

eu, natália. porque falo, falo, tenho dedos, hormônios e nostalgia.

meu fotolog antigo: http://www.fotolog.com/pump_

bonito ler essas coisas e redescobrir doçura no passado. uma pontinha de felicidade clandestina.

Wednesday, February 11, 2009

http://www.twitter.com/taialinha
Eu tenho um amor, cheirando a livro de livraria. Tão libertador poder dizer isso em voz alta.

Tuesday, February 10, 2009

Eu quase nunca perco meu tempo com certas coisas, mas vou dizer que perderei agora. Sábado foi o dia da revelação: Existe uma pessoa que realmente não gosta de mim, que me detesta, por assim dizer. E descobrir isso me fez um mal tão grande... Porque eu não sinto isso por ninguém. De verdade. Esse ódio gratuito de vilão de telenovela. E eu só devo dizer que lamento muito sua tamanha falta de espiritualidade e amor próprio. Mas isso caros leitores, é compreensível... Pois quem me refiro está cega por um dos sentimentos mais ordinários que existe, mas que ás vezes nos pega de surpresa: a inveja. Todo mundo corre o risco de cair em suas armadilhas, mas é preciso saber superar. E é por esse sentimento completamente enraizado nas paredes do ser de meu desafeto que eu a desculpo, não sinto raiva.
Caro desafeto, já faz tantos anos, que eu nem me lembro mais de você. Liberte-se de mim e vá encontrar o “eu” pulsante dentro de você. Ultimamente estou numa fase tão zen que posso desejar todo o amor que existe em mim a você. Corte as amarras, existe vida sem mim. Pronto, falei.

Thursday, January 29, 2009

Há sempre a maldita encenação do amor verdadeiro.
"Bom é isso, se agora isso ainda me causa alguma tristeza, tudo bem. Não se expurga um câncer sem matar células inocentes..."
A uma hora dessas, por onde andará seu pensamento?
"dos meus toques pra você mudar.... "
"ouve aquela canção que não toca no rádio"
"sonhar só não dá em nada.. é uma festa na prisão".
Isso me lembra a época que eu via Aladin todos os dias comendo sonho de valsa. Certas coisas têm sabores característicos. Gossip Girl pra mim tem gosto de bala de moranguinho. Você, bem, agora você tem gostinho de quero mais.
felicidade clandestina: ir ao mercado comprar coop noodles, capuccino, maçã verde e bala de moranguinho. entrar no carro, ligar o som, ouvir adriana calcanhotto cantando maré, chegar em casa, molhar o pé na piscina: pensar em pular de roupa e tudo. preguiça de molhar o cabelo. Depois em casa baixar episódios de gossip girl e me divertir horrores! isso é que é vida.

Tuesday, January 27, 2009

vida líquida

Não sei por onde começar a escrever. É uma inquietude que lateja, lateja cá dentro. Ou também seja uma relutância de não me encarar propriamente... Tenho me distanciado de mim nesses últimos dias, como se estivesse numa crise e pedido um tempo, mas para me conhecer de outra forma. Conhecer-me diante das pessoas e das situações inusitadas que a vida está me oferecendo, pois nunca tive tal chance. Chega de discutir profundamente comigo mesma...De ter tanto medo. Medo, medo. [pensamento de alguns dias atrás].

E foi quando eu resolvi ver no youtube uma entrevista dela. Clarice me despertou a vontade que estava adormecida aqui... eu já li um bocado de livros de Clarice Lispector, mas sinto que não dei a alguns deles a importância que mereciam. Pois bem, agora decidi reler tudo de novo... ao som de chet baker, como sempre fiz. E sinto que estou indo para cada vez mais perto do meu coração selvagem. Aos poucos, vou fazendo as pazes comigo mesma.

Vejo minha vida seguindo seu curso... como um rio, como um líquido vazando cristalino de um pote. Estou feliz demais.

Monday, October 06, 2008

verde, uma história sobre ressentimentos, fungos e bolores

Você nunca ouviu falar em maldição
nunca viu um milagre
nunca chorou sozinha num banheiro sujo
nem nunca quis ver a face de Deus."
(Cazuza: "Só as mães são felizes")


É incabível culpar as circunstâncias pelo acontecido. Mesmo que ele hesitasse em passar daquela porta branca, bem decorada, da casinha verde, não conseguiria mais dormir em paz, com o peso dos assuntos pendentes ocupando o pensamento todo, de uma só vez. Culpar as circunstâncias seria mais fácil, repito, porque na época sendo ele muito jovem, muito bobo e viajado de menos para controlar suas sensações arranjadas de infiel. E então ela tirou a retórica que precisava para expulsar e lavar a cara do marido com as mentiras: "Todos os homens não prestam". E pronto, não havia brechas primárias, secundárias de discussão. O cardápio era aquele e ninguém ousava ir na contramão do gosto da chef. Ele, meio sábio, juntou seus pertences e deixou o sobradinho verde para trás, e dentro dele, deixou a Monalisa de papel, a champanha nacional que costumava beber no copo de plástico, seu chapéu de pescador, e o mais importante de todos os itens pessoais do rapaz, deixou uma mulher que ele demorou tempo demais para encontrar. Uma pena.
Observando o isqueiro de paris, sentiu-se intrigado ao reparar que o fluido era transparente, pois como os isqueiros são todos opacos, nunca foi possível saber a exata coloração do líquido inflamável. Transparente, o recipiente translúcido, verde. A maldita cor da casa, do vestido preferido dela. Pensava nela e sentia um desespero, porque não devia pensar, está parado na porta que ele mesmo fechou há muitos anos atrás, e daí, não há razão para momento tão revelador, para cutucar antigas mazelas. Está apenas de pé, colado na porta, tentando prestar atenção no isqueiro, para não tocar a maldita campainha. Mas ele toca. E sente um arrepio que cruza o corpo inteiro, um frio intenso que estala nos ossos. O impulso gélido chega até a cabeça num ímpeto de ansiedade. A cabeça dói, pesa, o olho não fecha, nada se move. Tudo pára, pimba, como numa mágica paradinha de bateria de escola de samba. Apenas cinco segundos. Eternos. Os gestos pesam toneladas, o ar é denso e poluído. Ele percebe que está chegando o momento da tão esperada epifania...e não só qpenas uma, viu, vai ser uma explosão simultânea de toda elas. A porta abre-se, e uma criança loira sai à porta. Alou, ô de casa. Epifanias se revelando, uma a uma... A pequenina espera um instantinho, mas sem ser correspondida, entra para seu palácio verde-céu de novo.
Para surpresa, ele se encontra escondido atrás de um vaso de Pinheiro-do-Paraná. Tão covarde, não teve meios de suportar a enxurrada de epifanias, velhas e cheirando à pêra mofada. O gosto latente em sua boca, era de pêra mofada, quase esbagacenta. Mofo. "Devo estar doente". Entra no carro, e pensa nos dez minutos mais insanos que viveu. De longe observava a casa, enquanto visualizava direitinho todas as partes do corpo dela em cada janela, porta e varanda do palacete. E a imagem da casa fundiu-se com a da mulher no pensamento rouqueado e tonto do quarentão ensandecido. Ela vestida de verde, enorme, indo de encontro à ele, flutuando. Coitado. A face enverdeceu, estava mesmo doente, mas não era doença física do corpo, era doença do coração. Coração embolorado, já fora diagnosticado. Um mofo espesso que se formou nas linhas onde bate, bem mais forte o coração.

Agora aquela noite já não passa de uma brisa ventando dentro de mim. Tudo desfez-se numa cruel tarde de frias emoções. “Quando você atravessar essa porta, tudo estará acabado entre nós”, pensei. Um simples ponto, uma coisa tão pequenina, um ponto final. Um pontinho que carrega o peso de um universo. Doído. Um universo que era completo e meu, e que agora não passa de arranhões compridos no coração. Eu já sofri muito essas semanas, principalmente aos domingos, em que tudo pára pra eu me assistir chorar. Agora não mais, espero viva o meu sorriso chegar, nos braços de um novo amor.

Monday, September 01, 2008

Ontem a minha vida fez um pouquinho mais de sentido, quando ela manhosinha procurou refúgio quente nos meus ombros magrinhos.
Daqui faço meu caderninho. Escrevo minhas emoções, meus sentimentos, minhas vontades, minhas inspirações, mesmo que bobinhas.

Wednesday, August 13, 2008

Esse ano eu quero praia. Quero ficar de frente pro mar, sem medo. Cara a cara comigo no espelho d'agua. Ouvindo samba no ipod, minha linda imagem de verão. Nunca desejei tanto a praia.

Eu sempre tive problemas com as mulheres. O mais difícil de ser uma mulher é saber se relacionar com outras mulheres. Porque nós, mulheres, nem sempre somos poços de sinceridade e isso me incomoda muito. Não sei fazer aquilo que minha personalidade não permite. Tirando a minha mãe e minha irmã, meus relacionamentos femininos são escassos. As amizades se perdem, por vaidade talvez. Logo eu, que defendo tanto as mulheres em discussões ferrenhas, nos livros, nas músicas, logo eu que amo tanto esse magnético universo feminino, acabo preferindo as conversas com os rapazes. Prefiro estar rodeada deles, que são assim como eu, transparentes. Porque com cara não tem essa, não enfeita pra agradar. E assim me sinto mais a vontade comigo mesma, com meus papos e doses ingratas de sinceridade. E sempre foi assim.

Tuesday, July 29, 2008

Saudade de escrever um pouco. De jogar meus medos, minhas ânsias, decepções, empolgações na cara de meus leitores, se é que eles existem.
Estou lendo de novo. Após meses sem saber como era a sensação de ter 300 páginas novinhas nas mãos, cheirando a novo de livraria. Arquitetura da felicidade. A última coisa que eu queria era um livro que falasse sobre arquitetura nas férias. Mas meu pai, tão atencioso trouxe para mim de uma viagem à São Paulo.
No começo do ano ouvi falar sobre um arquiteto-filósofo, Alain de Botton, e seu novo livro com vocação para best-seller, o tal Arquitetura da felicidade. Fiquei com o título e o livro na cabeça. Depois de meses, aqui está ele, sorrindo pra mim ao lado do computador. O livro é fresquinho, dá pra digerir quase que numa sentada. E o mais revelador foi ler logo de cara, no primeiro capítulo, a idéia que tive recentemente para escrever. A casa como sujeito. Sujeito simples e único. Sim, a casa que testemunha a vida de seus moradores. Silenciosa e atônita ela vê, com suas paredes duras de concreto, luminárias bem trabalhadas, fundação de madeira maciça. A casa tem vísceras! Sente, não é passiva. O que me leva a crer: a casa é a unidade essencial na vida de uma pessoa, pense bem. Mesmo que você a ache estéticamente feia, com a pintura um pouco desgastada, ou mesmo que ela esteje passando ultimamente por uma epidemia de mofo. Você apesar de tudo, tem pra onde voltar.

Tuesday, May 27, 2008


"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo, e ninguém suspeitar dos traumas, das quedas, dos medos, dos choros."

-caio fernando abreu.

Thursday, May 22, 2008



assisti faz algum tempo, mas deu saudade, vi de novo. a vida é um sopro, não precisa ser arquiteto pra ver, basta ser, apenas.
entre beijos abraços e cheiradas, ela pergunta:
- eu tenho cheiro de quê?
- cheiro de menina.
Certo dia, numa certa aula de CAD gabriela observa atentamente três colegas de sala numa discussão ferrenha entre si sobre questões musicais. Vira-se para o então professor e diz:
- Olha só como é a vida né... Veja bem: o kaká é tipo um agro boy, vai na exposição pra pegar mulher, fuma um paieiro... O yuri é um natureba. Gosta de reggae, não tem televisão, desfila de havaianas e anda com o manual do arquiteto embaixo do braço, já a taia é uma cult toda moderninha. E o mais impressionante de tudo é que os três ainda conseguem ser amigos!

risadas tempos depois.
postar & publicar: eis a questão.

Wednesday, May 21, 2008

eu já estou bem cansada desses lenços étnicos, mas é bem verdade que eles levantam qualquer visual.

my fav. it girl ever, rachel bilson e seu exemplar de lenço.

minha versão da pachimina.

Tuesday, May 20, 2008


a eterna musa oc com uns kilinhos a mais, e fantasiada de anos 80 pelas ruas de ny. alguém avisa?
somos todas mortais.

Wednesday, May 07, 2008


dorme comigo, acorda comigo, me ouve, ama morder meus sapatos, pula pula, corre engraçadinho quando eu o chamo, e chora quando eu saio. isso sim é amor de verdade.
- do passado a gente guarda só o relevante, aquilo que faz diferença na hora de levantar da cama. o que não importa, não importa. problema seu.





Nós, tosquinhos, na época que beber cerveja era novidade. na vibe de causar. eu, solteira e nem um pouco triste, na companhia destes que nunca ninguém vai superar.

vdfg



"Ele espanta os monstros do meu pesadelo". Frase antiga, bem boba, redescoberta entre cliques apressados do mouse em lugares esquecidos. Sempre foi assim, sempre vai ser. Não importa como, nem porque nem onde nem nada. Ele é o meu amor maior. Igual em everwood, na cena final, onde ephram diz a amy que ela é o amor da vida dele. Isso tocou, é igual. Eu já tenho a certeza.

ggh

A verdade é que cansei. Cansei de todas as palavras do mundo, cansei daquele ali, daquele outro. Não admito mais falácias, especulações, leviandades. Daqui pra frente só aceito ouvir de quem tem algo a dizer. dito.

Thursday, April 24, 2008



Qualquer coisa seria melhor do que este passeio forçado. Eu, presa aqui neste caixote motorizado.

Tuesday, April 22, 2008

Foda! a palavra que descreve a minha experiência dos últimos quatro dias. O banho frio, a barraca e a comida de bandejão nunca tiveram um sabor tão particular. O encontro regional de arquitetura na chapada. Friozinho com o meu querido. Vinho barato, caneca colorida, virei taio. Palestras, oficinas. Fiz origami, borboleta de arame, tie-die, tatuagem indígena, e assisti a palestra da professorinha chata mas que falou bonito, falou daquilo que sempre estou disposta a ouvir. Virei hippie. Foi tudo ótimo! Desde já o erea deixa saudades. Belém em agosto pro encontro nacional? Quem sabe!
Chegar ao centro, sem partir-se em mil fragmentos pelo caminho. Completo, total. Sem deixar pedaço algum pra trás” - Caio F~

Eu nunca pensei que algum dia conseguiria ver todas as minhas emoções, mesmo as mais escuras, tão esclarescidas pra mim em alguma página de livro. E é mais ou menos assim que aconteceu. Desde o primeiro dia que eu li um conto dele, do livro morangos mofados, nem lembro qual, eu soube. A paixão veio repentina e eu nem pensei que ele seria capaz de superá-la. Ela, Clarice, a criatura mais fascinante que me mostrou o sentido da escrita. Falo como se fossem meus, porque de fato são, estão pulsando firme aqui dentro em cada letrinha do que dizem. Caio Fernando é virginiano como eu, quando soube fiquei tão feliz. Dois dias nos separam de termos nascido no mesmo dia. Imagina? Tão especial. Enfim, essa tarde traí ambos. Deixei-me levar pelas poesias rouqueadas de uma senhora que nunca tinha me roubado a atenção. Sylvia Plath. E que poesias! No bazar do livro tem uma coletânea de textos dela pela bagatela de cinquenta reais, só não comprei porque tinha cometido a extravagância de comprar o épico Casablanca. Tão lindo, estou amando. Desculpe Caio e Clarice. Mas essa semana eu sou de Rick, Ilsa e Sylvia.

Wednesday, April 25, 2007

Repetição

Palavras assimétricas, tudo gira. Entre goles de coca, vou tocando as minhas mazelas. E elas são tão palpáveis, tão indolores, tão minhas que até sinto desvendar um segredo às paredes azuladas que me observam. Eu caibo inteiramente dentro de mim. Meus pensamentos, minhas dúvidas, minhas crenças. Sou eu ali em cada milímetro de sentimento torto. Em cada letrinha do meu nome velho, quase mofando. E isso é mágico. Como alguém pode se sentir super coitada com tanta coisa assim pra tomar conta? As mulheres no fundo gostam dessa sensação de infelizes seres-humanos. Abandonadas, com os olhos cheios de água, à beira do caos, necessitadas de afeto, de mágicos arroubos de felicidade, corações em chama, estrelinhas cor-de-rosa. E de dedos masculinos para secarem-lhe todas as lágrimas que insistem, ávidas, em escorrer dos olhos.

Monday, January 22, 2007

Amor são duas solidões protegendo-se uma a outra.
- a minha solidão é tua. come, bebe, cospe, beija, pisa.

Friday, September 22, 2006

como pastilha efervescente

Na vida não existe destino, existe sim um baita desatino.

Monday, August 14, 2006

coisas

Foi doído, mas passou. Assim como todas as armadilhas frias que a vida arma pra gente. Tudo passa. Até a morte com o tempo, se torna uma perda branca dentro da gente, desatina sem doer. sabe? então. eu penso "pô, que merda de vida é essa que a gente só se arrisca pra sofrer?". Sofrimento mesmo. Sofremos feito um bando de viciados sem droga para nos entorpecer. E é como diria dalto: "amor é bom demais mas dói demais". dor, dor, dói. essa palavra estala viva nos meus dentes em estilhaços frágeis. Mas se eu não mencioná-la, vou dizer o quê? ardor, torpor, incômodo. Isso, um frio incômodo que carrego comigo, durante os dias.
as cicatrizes não se tranferem.