Foi doído, mas passou. Assim como todas as armadilhas frias que a vida arma pra gente. Tudo passa. Até a morte com o tempo, se torna uma perda branca dentro da gente, desatina sem doer. sabe? então. eu penso "pô, que merda de vida é essa que a gente só se arrisca pra sofrer?". Sofrimento mesmo. Sofremos feito um bando de viciados sem droga para nos entorpecer. E é como diria dalto: "amor é bom demais mas dói demais". dor, dor, dói. essa palavra estala viva nos meus dentes em estilhaços frágeis. Mas se eu não mencioná-la, vou dizer o quê? ardor, torpor, incômodo. Isso, um frio incômodo que carrego comigo, durante os dias.
as cicatrizes não se tranferem.
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