Saudade de escrever um pouco. De jogar meus medos, minhas ânsias, decepções, empolgações na cara de meus leitores, se é que eles existem.
Estou lendo de novo. Após meses sem saber como era a sensação de ter 300 páginas novinhas nas mãos, cheirando a novo de livraria. Arquitetura da felicidade. A última coisa que eu queria era um livro que falasse sobre arquitetura nas férias. Mas meu pai, tão atencioso trouxe para mim de uma viagem à São Paulo.
No começo do ano ouvi falar sobre um arquiteto-filósofo, Alain de Botton, e seu novo livro com vocação para best-seller, o tal Arquitetura da felicidade. Fiquei com o título e o livro na cabeça. Depois de meses, aqui está ele, sorrindo pra mim ao lado do computador. O livro é fresquinho, dá pra digerir quase que numa sentada. E o mais revelador foi ler logo de cara, no primeiro capítulo, a idéia que tive recentemente para escrever. A casa como sujeito. Sujeito simples e único. Sim, a casa que testemunha a vida de seus moradores. Silenciosa e atônita ela vê, com suas paredes duras de concreto, luminárias bem trabalhadas, fundação de madeira maciça. A casa tem vísceras! Sente, não é passiva. O que me leva a crer: a casa é a unidade essencial na vida de uma pessoa, pense bem. Mesmo que você a ache estéticamente feia, com a pintura um pouco desgastada, ou mesmo que ela esteje passando ultimamente por uma epidemia de mofo. Você apesar de tudo, tem pra onde voltar.
Tuesday, July 29, 2008
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