Wednesday, April 25, 2007

Repetição

Palavras assimétricas, tudo gira. Entre goles de coca, vou tocando as minhas mazelas. E elas são tão palpáveis, tão indolores, tão minhas que até sinto desvendar um segredo às paredes azuladas que me observam. Eu caibo inteiramente dentro de mim. Meus pensamentos, minhas dúvidas, minhas crenças. Sou eu ali em cada milímetro de sentimento torto. Em cada letrinha do meu nome velho, quase mofando. E isso é mágico. Como alguém pode se sentir super coitada com tanta coisa assim pra tomar conta? As mulheres no fundo gostam dessa sensação de infelizes seres-humanos. Abandonadas, com os olhos cheios de água, à beira do caos, necessitadas de afeto, de mágicos arroubos de felicidade, corações em chama, estrelinhas cor-de-rosa. E de dedos masculinos para secarem-lhe todas as lágrimas que insistem, ávidas, em escorrer dos olhos.

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